domingo, 30 de novembro de 2014

Fermentado em Barril de Carvalho Francês !!!!!!

     Há 45 dias, estou cultivando uma cerveja que é de longe a mais complexa em aromas e sabor que já fiz.
     No processo de mostura em sí não tem nada de novo. Nos ingredientes tão pouco.
     O que surgiu de novidade foi a fermentação.
    Comprei um barril de carvalho francês da Tanoaria Espanha e resolvi fermentar 10 litros dentro dele.
1 mês de preparação antes do uso.
     No início, o medo de dar merda !!! mas só iria descobrir depois de um tempo.
     Feito todos os procedimentos de preparo do Barril, foi só fazer o mosto.
     Receita básica com o que tinha disponível para uma Belgian:
5,30 kg
Pilsner
0,30 kg
Munich II 
0,30 kg
Wheat Malt
0,25 kg
Cara Ruby 50
0,25 kg
Cara-Pils/Dextrine
0,20 kg
Caramel/Crystal Malt -120L 
0,10 kg
Chocolate Malt 
--------  OG: 1,079 -------- 
19,00 g
Styrian Goldings  Fervura 60,0 min
15,00 g
Magnum  Fervura 60,0 min
14,00 g
Saaz  Fervura 20,0 min
--------  IBU: 31 -------- 
       Levedura Scottish Ale da bio 4 com satrter de 48 horas.

     Ajuste nos sais da água adequado para o estilo, ajuste do pH da água com ácido lático para 5.2, rampa única a 68 graus com mash out a 75 e pronto.
    Depois foi colocar 10 litros para fermentar da maneira tradicional  e os outros 10 litros para fermentar no barril. A temperatura de fermentação ficou nos 20 graus.
     30 dias fermentados depois...
     7 dias de carbonatação forçada com 1,0 kgf de CO2...
     Engarrafamento com counter pressure...
     

       Extremamente complexa. Muito gostosa e única.
     A diferença entre a cerveja com fermentação no barril é muito grande se compararmos com a fermentada do modo normal.
       Com certeza vou repetir a dose quando essa acabar.
     

domingo, 24 de agosto de 2014

Literatura Cervejeira - Homebrew Books

Para quem quiser se aprofundar com mais detalhes, segue alguns livros que estão na rede.
Todos estão com ótima qualidade.
Links abaixo da capa.
Enjoy !!!!

Artisan Beer

Brew Chem 101

Brew like a Pro

Brewing with Wheat

Cider - Making, Using

Extreme Brewing

For the love of hops

Home Brewing - Self Sufficiency

The Great American Ale Trail

The vintage beer

Brewing beer - illustrated guide

 A taste`s guide - Vintage Beer

The craft of Stone Brewing

Yeast - The pratical Guide

The audacity of Hops

Wild brews

 Water: Comprehensive Guide 
http://ul.to/nga4rzbs

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Robust Porter - Medalha de Prata

  Fiz uma Robust Porte sem pretensão nenhuma. 
  Quem bebeu gostou.
  Até então tudo bem...
  Mandei pro Sul Brasileiro e não é que deu boa !!!!
  O interessante de mandar cervejas para concursos são os feedbacks. Nos comentários dos juízes me atentei a um fato recorrente nos dois estilos que enviei e que não tinha percebido.
  Com certeza devo ter cometido o mesmo erro em levas anteriores. Agora com as dicas que me foi dado nas avaliações, farei as devidas correções.
   Sempre que tiverem oportunidade, se inscrevam em concursos. 
  Apenas um pedido as Acervas: Não limitem os concursos apenas para sócios. A participação de todos engrandece o evento e o movimento.





 

domingo, 4 de maio de 2014

Imperial Stout

Um pequeno Time-lapse da Brassagem de um RIS que fizemos nesse sábado.
85 litros de uma bela cerveja com receita elaborada a 4 mãos.

video

Essa promete !!!

domingo, 13 de abril de 2014

Santa CatarIPA - Versão final

   Muito tempo sem postagens, mas muitas novidades.
   Desde que coloquei meu último post, me dediquei a aperfeiçoar uma receita de IPA que fosse perfeita para mim.
   Foram 4 levas que me levaram a, finalmente, encontrar a batida perfeita. Não é só a receita que proporciona uma boa cerveja, mas o processo em si.
   Vou dividir em tópicos tudo aquilo que nunca mais deixarei de fazer em minhas levas. Seja qual estilo for. Interessante é que são práticas onde não pensei em me aventurar quando estava no início, mas agora vivenciei que fazem a diferença.
    1- Receita: A receita da minha última leva foi a melhor. A redução gradativa de malte caramelo foi fundamental para que ela ficasse no ponto certo.
Além disso, o extrato de lúpulo que usei na última leva  proporcionou um amargor limpo e agradável.
   84,5 %  Pilsen
   5,6 % Cara-Pils/Dextrina
   5,6 % Caramel/Crystal - 20L
   4,2 % Candy Sugar  (o original de beterraba)
   5 g extrato de lúpulo Aurora - 60 min.
   10 g Centenial  - 30 min
   2 g extrato de lúpulo Aurora - 30 min.
   15 g Simcoe - 15 min
   10 g Amarillo - 15 min
     WLP001 com starter de 36 hs.
     OG: 1,070 / FG: 1,013
     IBU: 60 

Extrato de Lúpulo 40% A.A
   2 - Mostura: 50 ⁰C - 10 min.
                       66 ⁰C - 50 min.
                       74 ⁰C - 10 min.
                       Fervura - 60 min.
   Esta configuração trouxe uma cerveja com pouco corpo mas sem ser seca. Gostei muito.
   Algo que aumentou bem minha eficiência foi a adição de pH Stabilizer 5.2. Fica aqui uma dica: sempre que adicionava o pH Stabilizer na água eu não via o pH indo para 5.2. Um colega me disse que por ser um tampão, o pH deveria estar próximo ao desejado para então mantê-lo assim. Passei a colocar o PH Stabilizer depois dos 10 primeiros minutos da brassagem. E funcionou.
   Eu não entendia muito bem quais os benefícios em se ajustar o perfil da água com sais. De maneira bem resumida - bem resumida mesmo -  um perfil de água com predominância de íons sulfato acentuam características de amargor; já com predominância de íons cloreto, auxiliam no caráter maltado.
   Como é uma IPA, ajustei para 180 ppm SO4 e 50 ppm CL. É difícil dizer que este ajuste foi fundamental, mas psicologicamente funcionou. E como tudo tem uma certa lógica, prefiro acreditar que vale a pena.
Sais para ajuste do perfil da água

     Quem quiser mais detalhes pode baixar o livro Water: A Comprehensive Guide for Brewers (http://uploaded.net/file/nga4rzbs)
    3 - Fermentação: Usei o US-05 2 vezes e o WLP001 2 vezes. A única diferença foi na eficiência da fermentação. O fermento líquido teve uma maior conversão - uma IPA com FG mais baixa tem seu valor.
   Um bom starter é imprescindível. Agora sempre uso 2 litros com adição de nutrientes. Deixo decantar o fermento e jogo fora o excesso. Só coloco no fermentador uns 500 ml dos 2 litros inicial.
   Paciência é a alma do negócio. Foram no mínimo 13 dias de fermentação a 19 ⁰C até a conversão total.

   4 - Dry hoping: Após muito pesquisar e tentar algumas técnicas, achei ideal fazer o Dry Hoping no fermentador secundário. Após a fermentação completa, transferi a cerveja para um fermentador secundário para tirar o excesso de fermento e adicionei 40 gramas de lúpulo. 20 g de Simcoe + 20 g de Cascade
   Usei um saquinho para colocar os pelets e deixei a 15 ⁰C por 6 dias. Coloquei um peso dentro dos saquinhos para não boiarem.

   5 - Maturação: Retirei o saquinho com lúpulo e adicionei gelatina. Coloquei para maturar a 0 ⁰C por 10 dias. Resultado: uma cerveja super limpa, vem aromática e sabor incrível.

   6 - Carbonatação: 2 Kgf de co2 nas primeiras 24hs e depois 0,8 Kgf até a estabilização da pressão. Apanhei muito para acertar o nível correto de carbonatação. Mas esse aqui deu na medida.

   Comparando com algumas cervejas comerciais de nome, fico feliz em anunciar que, para o meu paladar, não devo nada para nenhuma delas. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013